
Sabemos que o sol é essencial para a vida no planeta, além de ser fonte de energia e saúde. Quando a exposição ao sol acontece de forma moderada traz inúmeros benefícios como uma melhor circulação sangüínea, estímulo da produção de vitamina D e, para algumas pessoas, a síntese de neurotransmissores cerebrais, o que promove uma agradável sensação de bem-estar.
No entanto, quando em excesso, a exposição ao sol pode ocasionar sérios riscos à saúde. Entre os mais graves estão queimaduras, envelhecimento precoce da pele, herpes, problemas oculares e até transtornos psicológicos como depressão e crises de ansiedade. Por isso é importante aproveitar corretamente os benefícios da luz do sol com proteção adequada e nos horários corretos.
Os raios ultravioletas (UV) são os responsáveis por grande parte das mudanças na pele.
São divididos em três categorias UVA, UVB e UVC.
A radiação UVA predomina pela manhã e ao final da tarde. Esse tipo de radiação penetra na pele até atingir a derme, e é ela que vai garantir aquele bronzeamento duradouro. Mas em excesso, pode acelerar o processo de envelhecimento precoce e em casos mais graves, o aparecimento de alguns tipos de câncer.
Durante o período das 10h às 15h predomina a radiação UVB. Ela é mais forte ao meio-dia, quando o sol está à pino. A radiação UVB é absorvida pela epiderme e induz à vermelhidão e queimaduras. A maior parte dos protetores solares bloqueia somente a faixa UVB. Se a pele for exposta à esse tipo de radiação moderadamente, terá como benefício novas formas de proteção, como a fixação do cálcio no organismo.
A faixa de radiação UVC é a mais forte das três, mas quase não chega a atingir a superfície terrestre. Quando a luz solar passa através da atmosfera, quase todos os raios UVC são absorvidos pela camada de ozônio. Caso não existisse essa camada, o planeta correria sérios riscos de superaquecimento.
A energia gerada pelo sol se propaga em forma de ondas. Quanto mais curto o comprimento da onda, mais alta a quantidade de energia. Ou seja, quanto mais alto o sol está em relação ao céu, maior a intensidade de raios UV atingem o planeta.
Essa intensidade também varia de acordo com a estação do ano e o horário do dia. Como sabemos, a quantidade de radiação solar é maior na primavera e no verão que no outono e no inverno. E quanto mais alto está o sol (o chamado meio-dia solar) mais forte é a radiação. Por isso não é recomendado que a exposição ao sol aconteça entre as 10h e 15h, que é o momento em que o sol está “mais alto” em relação à Terra.
Algumas pessoas acreditam que em dias mais quentes, porém nublados, a proteção contra o sol é desnecessária, mas isso é um engano. Somente aquelas nuvens mais espessas e negras – próprias dos dias de chuva – são capazes de bloquear grande parte dos raios UV, o que não acontece com as nuvens mais finas e claras, que deixam passar praticamente todos os raios solares, embora nossa pele tenha a sensação de estar sendo menos atingida. Outro falso mito é o de que quando estamos dentro de uma piscina ou no mar estamos protegidos contra os raios UV. À profundidade de um metro da água a radiação continua a nos atingir com 50% de sua intensidade. E mais: quando saímos da água, aquelas gotículas que ficam em nosso corpo funcionam como uma lupa, intensificando a radiação.
Vale ressaltar que superfícies como a areia, a grama e a neve funcionam como um espelho de luminosidade, refletindo, respectivamente, 17%, 25% e até 85% de raios UV. Isso equivale a dizer que até embaixo do guarda-sol, onde aparentemente estamos protegidos, os raios UV ainda exercem parte de sua força.

